Onde vamos parar?

Infelizmente a história do nosso país não contribui para que possamos nos olhar como parte de um grande todo. Em hipótese alguma há um interesse pelo coletivo  e pelo bem estar de todos.
Somos divididos e classificados. Os interesses devem servir estes ou aqueles, mas nunca os brasileiros como um todo. Talvez demore anos para alcançarmos este nível de pensamento.
Cada um tem seu interesse particular, não importa o quanto irá prejudicar… “Eu quero que os meus direitos sejam respeitos, os dos outros não quero nem saber”…
“Eu vou desviar o dinheiro da saúde pública. Sempre foi assim, a corrupção sempre existiu, quero tirar o meu também.” Não importa os milhões de brasileiros que ficarão sem atendimento. “Nordestino não é gente”. “Quem é que gosta de pobre?”. “Você pensa que está falando com quem?”. “Esta gente burra”
Posso citar um exemplo da minha cidade de falta de pensamento coletivo, onde uma pequena parte da população se revoltou contra uma grande maioria que estava em busca de cultura, o caso do MIS é só mais um de muitos outros que existem, a lista é enorme.
O que mais me assusta são as consequências que isto tudo pode gerar.
Pessoas que não sabem olhar para o outro e reconhecer o direito que este também tem.
Portanto, os insultos, as agressões, as violências e  a “justiça com as próprias mãos” se farão valer para que se continue intocável e vivendo numa bolha. Julgando e apontando do seu castelo particular as escolhas democráticas (seu voto e escolha de candidato) a qual tem direito e, além delas, as pessoais e privadas e que não interferem em nada na vida de ninguém. Mas em nome da moralidade e dos bons costumes ferem e fazem sangrar.
Acham-se no direito de falar milhões de desaforos e ofensas em nome de uma verdade que dizem ser a única. Onde tudo isto vai parar?
Tenho medo, muito medo que este discurso raivoso e desenfreado, junto com um monte de boçais que existem por aí e que não admitem serem frustrados, destilando veneno e ódio tirem vidas inocentes que tem tanto direito de existir, pensar e escolher como todo ser humano tem. Tenho medo que em nome da falácia que pregam legitimem seu ato violento.
Está na hora de sair da grande bolha que divide e perceber que os outros tem tanto direito de existir, viver e ser respeitado como qualquer pessoa tem.
Faço um apelo à não violência e peço mais gentileza, respeito e amor, por favor!

Escrito em 17/10/2014.

Por Júlia Miguel

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