A banalidade da vida

O crime se repetia nas notícias dos jornais. A população chocada, um jovem morto a troco de nada. A vida não vale mais o que valia. O que aconteceu é só mais uma dessas demonstrações públicas de que a vida alheia não tem valor. Assim como o absurdo de ontem, existem outros de anteontem e amanhã? Adivinha? Existem os que vão ao estádio ver uma partida de futebol e, sem mais nem menos, não voltarão mais para casa porque alguém no caminho decidiu lhe tirar a vida. O motivo, ele não torcia pelo mesmo time. Tão banal quanto a vida por um celular. Como alguém é capaz de tirar a vida de outro só porque as torcidas não são as mesmas? Infelizmente, a lista de banalidades não pára por aí… É uma briga de trânsito, uma discussão sem sentido, passar no farol vermelho, ultrapassar em lugar proibido, não respeitar o limite de velocidade, ingerir varias bebidas alcoólicas antes de dirigir… Tudo tão sem sentido que, de uma hora para outra, uma família fica sem rumo, uma mãe sem um filho, um lar sem pai, sem irmão, sem chão. Banalmente uma vida (ou muitas) se desfaz (ou se desfazem)… Não consigo entender toda essa loucura, ela me assusta e muito. Mas creio que ela é fruto do desrespeito, da intolerância e da onipotência. Creio que é porque alguns não conseguem perceber o impacto que causam na vida de outras pessoas. Porque não enxergam que muitas coisas na vida vão muito além das suas estúpidas escolhas e além do seu banal descontrole.

Por Júlia Miguel

Escrito em 11/04/2013

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