Humana, demasiada humana

Muito prazer, eu não sou perfeita.

Não me olhe como algo inalcançável, como uma santa de barro…

Sinto muito em lhe dizer: eu existo, sou de carne e osso e tão humana quanto você.

Esta parte imperfeita é que me torna real…

Adoro quando acerto, fico brava quando erro e então, me desconcerto e me concerto e me acerto…

Vou e volto, choro, sorrio, às vezes meu tom é alto, às vezes brigo, falo e às vezes calo, às vezes sou meiga e doce, às vezes dura, uma cabeça dura…

De vez em quando sou poesia e algumas vezes fantasia…

Sou isso e aquilo, sou, não sou…

Não me classifico…Preciso de espaço para ser o que quero ser.

Não gosto de idéias pré-estabelecidas, nem de lugares delimitados, muito menos de papéis definidos.

Eu sou o meu espaço no mundo…

E quem eu sou? Não sei ao certo…E o que é certo? Não sei, não sei…

Mas sei que sou um ser que vibra, um olhar que brilha e um coração que ama…

Nietzsche diria que sou humana demasiada humana…

Escrito em 14/10/2011

Por Júlia Miguel

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